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04/03/2015

Doping: será que ainda é uma surpresa?

 

O lutador brasileiro de MMA Anderson Silva, mobilizou as atenções da mídia nos últimos dias, não somente pelo aguardado retorno ao esporte após grave lesão, mas também pela noticia de possível uso de substâncias proibidas para melhorar o desempenho. Ainda falando da polêmica luta de Anderson Silva, o seu oponente Nick Diaz também testou positivo no exame antidoping.

 

Não muito distante, o nadador João Gomes Júnior foi flagrado no exame antidoping durante a realização do Mundial de piscina curta de Doha, no Catar, em dezembro do ano passado. Estes testes ainda precisam passar pela contraprova, exame realizado em outra amostra coletada no mesmo dia e que fica reservada para fins de confirmação do resultado. O que estes 3 casos tem em comum? Aparentemente, apenas o fato de ambos terem utilizado substâncias proibidas. No caso de Anderson, segundo o laboratório responsável pela análise, foram encontrados esteroides anabolizantes (drostanolona e androsterona).

 

Os anabolizantes são as drogas mais comumente detectadas em atletas, segundo dados da Agencia Mundial de Controle Anti-doping (WADA, sigla em Inglês) e têm a finalidade de aumentar a massa muscular e consequentemente a força do atleta. Os esteroides anabolizantes, são proibidos pela WADA durante os treinamentos e competições. A amostra de sangue para o teste de Anderson Silva, foi coletada durante os treinamentos, antes da competição e sem aviso prévio, esta é uma estratégia adotada para flagrar o uso de substâncias que não permanecem na circulação por muito tempo.

 

Uma das estratégiasutilizadas por alguns atletas é usar a substância durante os treinos, de forma que se acontecer o teste no momento ou imediatamente após a competição ele será negativo, pois a substância já foi eliminada do organismo.

 

E o caso de Nick Diaz que testou positivo para maconha? Os canabinóides, que incluem os componentes psicoativos presentes na maconha, são drogas recreativas proibidos apenas durante a competição. Abre-se aqui uma questão importante, os derivados da maconha podem ser detectados na urina por até 30 dias em usuários frequentes, então em um teste de urina, não é sempre possível detectar o uso recente.Além disso, alguns estudos científicos mostram que se o indivíduo ficar exposto de maneira passiva, respirando a fumaça em ambiente fechado onde se encontram pessoas fumando maconha, poderá ter a presença dos metabólitos da droga em fluidos biológicos, como por exemplo, a saliva. Esta poderia ser uma linha de defesa utilizada por atletas que testam positivo para esta substância.

 

Chegamos então ao caso do nadador brasileiro, em sua urina foi detectada a presença de um diurético. Neste caso a substância encontrada não tem intuito de aumentar o desempenho mas sim de mascarar a presença de uma substância proibida. Ao promover o efeito diurético, a substância dilui a urina que será testada, o que dificulta a detecção de níveis anormais de algum componente proibido.

 

Independente do tipo de substância detectada, é importante ressaltar que os métodos de controle antidoping tem evoluído e agora o que se busca é monitorar o atleta de forma longitudinal, durante os treinos e com testes surpresa. O chamado passaporte biológico do atleta, evidencia as alterações fisiológicos provocadas pelo doping e não somente a substância proibida. Esta modalidade de controle, vem sendo empregada com sucesso em muitos esportes olímpicos e no futebol.

 

Aqueles esportes que ainda adotam o sistema tradicional, de testar apenas no dia da competição, estão sujeitos aos esquemas cada vez mais engenhosos de doping, que incluem novos compostos sintéticos, substâncias mascarantes e até mesmo transfusões sanguíneas. Com a proximidade das Olimpíadas no Rio-2016 e a pressão por resultados, o número de casos positivos de doping tendem a aumentar, cabe à autoridades responsáveis a preparação adequada para esta demanda.

 

Dr. Lázaro Alessandro Soares Nunes

Docente do Curso de Ciências Biomédicas da Faculdade Metrocamp – Grupo IBMEC e Coordenador do Curso de Pós-graduação em Medicina Laboratorial/Patologia Clínica da Faculdade Metrocamp.

 

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