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03/04/2014

Exercício vigoroso pode reduzir risco de gripe

 

Um relatório do Reino Unido sugere que exercícios vigorosos podem ajudar a reduzir o risco de pegar a gripe. A pesquisa não encontra essa ligação com o exercício moderado. No entanto, os autores salientam que os resultados são preliminares e devem ser tratados com cautela.

As descobertas partiram do projeto UK Flusurvey, um sistema online para medir as tendências da gripe no Reino Unido, no qual mais de 4.800 pessoas participaram até agora em 2014. A pesquisa online, que está agora em seu quinto ano, é executada pela London SchoolSchool of Hygiene & Tropical Medicine. Os resultados foram publicados dia 17 de março em uma nota no site da UK Flusurvey.

Os resultados da pesquisa sugerem que fazer exercícios vigorosos por pelo menos 2,5 horas por semana pode reduzir a chance de experimentar sintomas de gripe em cerca de 10%.

Os autores observaram que, com base nos dados analisados a partir da amostragem, 100 casos de gripe a cada mil pessoas poderiam ser evitados com exercício vigoroso. Não foram encontradas diferenças nas taxas de síndrome gripal com base na quantidade de exercício moderado relatado.

Especialistas em saúde vigorosa definiram a intensidade do exercício aeróbio como exercício que aumenta a sua taxa de pulso, faz você suar e também faz você respirar forte e rápido, ao ponto em que você não pode dizer mais do que algumas palavras sem parar para respirar. Corrida ou bicicleta rápida são bons exemplos.

A intensidade moderada do exercício aeróbio aumenta a sua taxa de pulso e faz você suar, mas você não está trabalhando tão duro a ponto de não conseguir falar ou cantar ao mesmo tempo. Corrida suave e caminhada rápida são bons exemplos.

Lançado em 2009, no meio da epidemia de gripe suína, a pesquisa UK Flusurvey está agora em seu quinto ano. Ao contrário dos sistemas de vigilância tradicionais que coletam dados via consultórios médicos e hospitais, este coleta dados diretamente do público, que se inscreve online. A ideia é incluir pessoas que não visitam o médico - e que por isso não constam os sistemas tradicionais de monitoramento da gripe.

Todos os anos, mais perguntas são adicionadas para tentar acompanhar o máximo de informação possível sobre hábitos que previnem a gripe. Uma vez inscritos, os participantes são convidados a preencher um questionário de perfil fazendo perguntas gerais sobre si e os fatores de risco da gripe (incluindo idade, estado vacinal e dimensão do agregado familiar). Uma das perguntas abrange o quanto e que tipo de exercício que eles fazem. Então, a cada semana, os participantes relatam quaisquer sintomas de gripe desde a última vez que visitou o site.

Invista nos alimentos e hábitos que previnem a gripe
Segundo dados do Ministério da Saúde, pelo menos 2 mil pessoas morrem ao ano em consequência da gripe sazonal, que é a gripe comum. Por isso é muito importante tomar certos cuidados, incluindo tomar a vacina e ficar atento em fortalecer nosso sistema imunológico. Conheça aqui alguns hábitos e alimentos que podem fortalecer sua imunidade e manter a gripe bem longe de você.

Doses de vitamina A

 Essa vitamina é formada a partir de substâncias conhecidas como carotenoides, cujas funções principais são: manutenção do equilíbrio da pele, nutrição do globo ocular e fortalecimento do sistema imunológico. Capriche no consumo desse grupo.

"Os alimentos ricos nesse nutriente são os vegetais e frutas que apresentam cores vivas e fortes, tais como: abóbora, abacate, acelga, brócolis, alfafa, caju, cenoura, espinafre, escarola, mamão, manga e fígado", explica a nutricionista Elisa Goulart, do Laboratório Sabin.

Consuma mais flavonoides

Tratam-se de substâncias que possuem ação antioxidante e anti-inflamatória, auxiliando na recuperação dos pacientes em estados gripais. Eles são encontrados em alguns vegetais e frutas secas, no chá verde, no vinho tinto, sucos de uva e laranja, cebola, tomate e até no chocolate, preferencialmente no tipo amargo

Poderosa vitamina C

Os estudos mais recentes apontam que a Vitamina C não cura a gripe, mas é um santo remédio para prevenir e ainda ajuda a amenizar os sintomas clássicos. "Depois do vírus já instalado e em processo de replicação no organismo, a vitamina dificilmente auxiliará como elemento curativo", diz a nutricionista Elisa Goulart. A vitamina C também possui atividade antioxidante. Os alimentos mais ricos nesse nutriente são: Acerola, Caju, limão e laranja, nessa ordem

Evite o Jejum

Passar muitas horas sem se alimentar é prejudicial ao organismo em qualquer situação, e não somente durante um episódio de gripe. "Isso porque o organismo passa a trabalhartrabalhar em estado de alerta, priorizando a manutenção das funções vitais; e, com isso, o combate a infecção torna-se secundário e ineficiente", alerta a nutricionista do Laboratório Sabin.

 

Tome água

Uma boa hidratação pode prevenir a ocorrência de infecções. O otorrinolaringologista Fernando Pochini, do Hospital São Luis, explica que deve-se ingerir cerca de dois litros de água por dia para permitir uma boa hidratação das mucosas. "O uso de soro fisiológico insuflado ou inalado também melhora a drenagem da secreção, dos micro-organismos e das impurezas do nariz ao estômago", afirma.

Lave as mãos

Nossas mãos estão sempre propensas a entrar em contato com o vírus da gripe e outros diversos agentes alergênicos. Por isso devemos sempre lavá-las antes de manusear alimentos, levá-las a boca ou aos olhos e sempre que chegar em casa ou no trabalho, depois de dirigir ou usar transporte público.

Fuja dos vícios

O infectologista Alexandre Naime explica que vícios como o cigarro e bebidas alcoólicas em excesso não só derrubam nossa imunidade, aumentando as chances de contrairmos doenças como a gripe, como também prejudica vários outros sistemas do nosso corpo.

Refeições equilibradas

Uma alimentação fracionada, com 5 a 6 refeições ao dia e a presença de todos os grupos alimentares, não só protege o sistema imunológico contra gripes e outras infecções, como também auxilia na manutenção do peso ideal e na qualidade de vida em geral.

Respirar com o nariz

Pode parecer uma recomendação estranha, porém o médico Fernando Pochini afirma que muitas pessoas respiram pela boca, ficando mais expostas a doenças como a gripe. "O nariz apresenta uma capacidade maior de umidificar e aquecer o ar, permitindo que a temperatura e a umidade do ar nos pulmões sejam quase constantes, evitando um maior risco de infecções", diz o especialista.

Evite mudanças bruscas de temperatura

O frio pode desencadear uma resposta na mucosa, que por meio de estímulos nos receptores nervosos de temperatura ou pela liberação de substâncias alergênicas, como a histamina, poderia provocar espirros, hipersecreção mucosa e prurido nasal

Evite o excesso de bebidas e alimentos gelados

Aqui a lógica é a mesma das mudanças bruscas de temperatura. Quando ingerimos alguma bebida ou alimento muito gelado, nossa mucosa reage para manter a temperatura estável, podendo liberar alergênicas.

Evite aglomerações em ambientes ou salas fechadas

Dessa forma você diminui as chances de inalar micro-organismos indesejados, principalmente se estiver com a imunidade baixa. "O contato com um número grande de micro-organismos exigirá uma resposta imunológica maior da mucosa para impedir que eles penetrem e sejam combatidos", explica Fernando Pochini.

 

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